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As 50 melhores series de TV de todos os tempos

A EMPIRE compilou uma lista das 50 melhores series  de TV de todos os tempos. Embora ache que Lost merece o 1o. lugar (levou o 5o. que afinal e muito bom. Quem levou o 1o. foi o sriado dos Simpsons) eu concordo absolutamente com a escolha do melhor episodio da serie. Na minha opiniao (Vladimir) e na da EMPIRE o final da 1a. temporada merece o titulo. Eu ja devo ter assistido a esse episodio mais de uma duzia de vezes.

John, Jack, Kate e Hugo sao passageiros do Oceanic 815, viajando de Sydney para Los Angeles. John, Jack, Kate e Hugo sao sobreviventes de um acidente aereo, o voo 815, caidos em uma Ilha deserta e misteriosa. Desconhecidos entre si, eles trocam sorrisos enquanto procuram seus assentos, na cabeca, seus problemas e seu passado. Com tochas na mao eles tentam encontrar abrigo e talvez socorro tentando abrir um Hatch que acharam no meio da mata usando dinamite que acharam em um galeao encalhado. Indiferentes um ao outro eles seguem o ritual de cordialidade que se deve a estranhos que partilham seu espaco, com educacao, mas sem comprometimento. Metidos numa aventura maluca eles brigam entre si, se ajudam, correm, vivem.

Se essa superposicao de cenas nao e o que mostra de melhor da serie, eu nao sei qual e.

Artigo - Ben, o segurança

Na 3a temporada (especificamente no episódio 3×03 Further intructions), Ben aparece em uma alucinação provocada por drogas. Na visão, Ben é um TSA (Transport Security Agent / Agente de Segurança de Transportes) no aeroporto de Sydney, de onde partiu o vôo 815 pela última vez. Esses agentes cuidam da área de segurança onde se examinam tanto os passageiros quanto suas bagagens. Ben segura em sua mão um dispositivo que identifica objetos metálicos que os passageiros possam estar portando, como chaves ou celulares. Exatamente a função de Ana Lucia, depois de ter se desligado da polícia de LA. Veja abaixo o screenshot de Ben

Ben no Aeroporto

E o vídeo completo do sonho.

No episódio 4×02 Confired Dead, Miles, quando pressionado por Jack para revelar suas reais intenções (já que resgatar o grupo é que não é) esclarece de uma vez por todas qual a missão dele ali. E mostra a foto de quem eles estão procurando. Na foto, Ben está vestindo roupas que, digamos, não estão exatamente na moda e parece estar passando pelo portão de segurança pois vemos um monitor em uma plataforma elevada. O local não parece ser nenhum ligar que já vimos anteriormente na Ilha ou fora dela. O monitor de computador, ao contrário dos outros que vemos (nas estações Cisne, Pérola e Chama) apesar de ainda ser CRT e não LCD tela plana é razoavelmente moderno. Veja a foto abaixo.

Ben

Na foto que Miles segura enquanto mostra ao Jack, podemos perceber o que parece ser um erro de produção. Os cabos do computador estão ausentes!

O paralelo entre as duas situações é interessante apesar de no momento não podermos nem dizer com certeza se Ben realemnte está em um aeroporto, na segunda foto , estando o que isso quer dizer realmente.

Alguma idéia?

Artigo - Fotos de Gardner

Mrs. Gardner é uma mulher com problemas. Seu neto foi assassinado e ela tem certeza que o espírito do garoto não está em paz e assombra o próprio quarto. Ela então contrata Miles Straume, o caça-fantasmas! Em uma das cenas que acontecem durante esse episódio, podemos ver, na parede da escada (onde os norte-americanos geralmente pregam fotografias dos seus familiares) um grupo de retratos.

Acontece que durante a mesma cena a moldura da foto é trocada! Veja a foto abaixo:

Pode ser erro de produção? Bom, poder pode, mas olha o trabalho que dá pra errar. A produção tem que colocar a foto na moldura, por a moldura da parede, filmar parte da cena, retirar o retrato, trocar a moldura, colocar o retrato de volta e filmar. É muito trabalho pra poder errar em uma coisa que recebeu tanta atenção.
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Dica do Cris Dias

Extra! Flight 815 encontrado no fundo do mar

Sam, a bordo do Christiane I, esperava encontrar o BLack Rock. Era isso que todas as pistas enviadas a ele indicavam. Em vez disso, para surpresa de todos, o submarino de procura acaba encontrando o Oceanic Flight 815.

Mas será mesmo? Como sabemos, o Oceanic 815, o NOSSO Oceanic 815 caiu na Ilha. Na nossa Ilha. Como explicar então que
 existe um outro avião no fundo do mar? Será que podemos dizer que existem universos paralelos? Ou será que a Dharma chegou ao extremo de colocar um avião inteiro no fundo do mar para impedir que acabem chegando na verdade?

Em poucas horas a temporada 4 começa aqui no Canadá. Acompanhe o nosso twittercast aqui.

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Teoria do Eterno Retorno

Instigado por pessoas que acham que Desmond realmente viajou no tempo e não se encontram totalmente satisfeitos com minha Teoria do Interruptor, resolvi escrever uma outra teoria que eu batizei de Teoria do Eterno Retorno.

O que eu tento explicar aqui é como Desmond pode prever o futuro adotando uma posição totalme?•nte libertária, ou seja, onde o live-arbítrio é imperativo e não existe determinismo causal. Monto toda a argumentação e no fim dela tento refutá-la porque ela não tem como explicar (ao contrário da Teoria do Interruptor) certos eventos que acontecem na série e em seguido a salvo novamente com a expicação da sua falha.

Suponha então que Des viajou no tempo quando girou a chave. Ele então é capaz de fazer pequenas previsões sobre o que acontecerá em seguida. Detalhes como o beep do microondas, Charlie tocando na rua, o jogo de futebol na TV, tudo isso lhe parece extremamente familiar pois ele já viu acontecer. Já aí temos um problema. Os eventos que Desmond prevê que acontecerão com Charlie, acontecem DEPOIS da explosão da estação. Como ele poderia prevê-los? Se a explicação para a tal clarividência é a volta o tempo depois de ter tido a experiência com os acontecimentos ela invalida a visão dos fatos que acontecem na ilha DEPOIS que ele gira a chave. Em outras palavras: Se Desmond tem visões do futuro porque ele já viveu esse futuro e voltou ao passado, então depois desse ponto de partida rumo ao passado, ele não pode saber nada!

Ok, mas eu quero acreditar que existem viagens no tempo e quero forçar a teoria a todo custo. Sendo assim, só uma solução é possóvel: o ponto de partida da viagem no tempo tem que ser muito além da explosão da estação. Muito no futuro. só isso permitiria a Des saber o que vai acontecer com Charlie, prever a chegada do Helicóptero, prever a saída de Claire e Aaron da ilha, etc. Quanto tempo no futuro? Pelo menos umas fração e segundo depois da sua ?öLTIMA previsão. Pra efeito do argumento, vamos dizer que seja o último momento da série. Desmond volta ao passado e revive toda sua vida. E de novo, e de novo. Ele está preso nesse loop. Ele é inescapável segundo a própria Mrs. Hawkings. Que benefício isso traz a Des? Provavelmente nenhum. Aos demais? Provavelmente salvará o mundo.

Essa idéia resolve alguns problemas. Primeiro, adota a viagem do tempo como uma teoria válida. Segundo, invalida o determinismo, pois embora Des esteja condenado a viver nesse eterno retorno, da PRIMEIRA VEZ que ele segue o curso da vida, ele tem total liberdade de fazer o que quiser. Terceiro, explica como Mrs. Hawkings pode saber sobre o futuro. Ela é mais uma viajante do tempo, e a Dharma(?) detém essa tecnologia. Quarto, já que a viagem ao passado não acontece quando Des gira a chave, ela se dá no futuro (que Nós não vimos ainda), a teoria explica como Des pode prever fatos que aconteceram DEPOIS que a chave é girada.

Tudo isso parece muito razoável.

As capacidades pré-cognitivas são fruto de experiência (ele as viveu, voltou no tempo, e portanto sabe o que vai acontecer) e não de revelação (ele vê o futuro como consequência do que está acontecendo AGORA e não porque já viveu aqueles fatos). Então como explicar as diversas realidades diferentes que ele prevê?

Por exemplo. Quando ele prevê que Charlie morre vítima da flecha… Segundo a teoria do Eterno Retorno (e da volta no tempo) ele vê o que já viu. Sabe disso porque voltou no tempo. Ora, mas ou ele viu Charlie morrer ou não. Se viu, pode “prever” (na verdade, lembrar) e impedir, se não viu, não pode. Como ele salva Charlie, eu posso afirmar, diante da teoria, que ele, de fato, viu. Mais aí é o paradoxo. Se ele viu Charlie morrer com a flecha atravessada na garganta, como ele pode ter visto Charlie morrendo afogado? Se as capacidades de previão de Des são fruto de experiência ele não pode ter tido as duas experiências durante a sua vida. Afinal, ninguém morre duas vezes*.

A própria teoria explica isso. Desmond só pode ter visto diferentes fatos acontecerem se ele tiver feito REPETIDAS viagens temporais. Ou seja, da primeira vez ele viu Charlie morrer pelo raio, e pode impedir que isso acontecesse quando voltou no tempo. Da segunda ele viu Charlie morrer afogado, e pode impedir isso em uma viagem posterior. E assim sucessivamente, até que não pode mais.

Conclusão. Para que a viagem no tempo (fisica ou “mental”) de Des faça sentido: (ou seja, que a capacidade de ver o futuro seja fruto dessa viagem)

1. Ele tem que ter voltado de um ponto muito posterior ao momento em que ele gira a chave
2. Ele tem que fazer, não uma só, mas muitas e muitas viagens para o passado.

Vou tentar explicar então, passo a passo, as visões que Desmond tem.

Suponha, pra efeito da teoria, que Desmond não tenha capacidade nenhuma de prever o futuro. Ele, assim como eu e você, acompanha o tempo da maneira usual.

(1) Um belo dia de sol ele escuta pedidos de socorro vindos da praia. É Charlie que está se afogando. Apesar dos seus esforços, Charlie morre ali, tentando salvar a Claire.

(2) A vida prossegue e muito tempo depois, por algum motivo que ainda não sabemos. Desmond é transportado para o passado. A viagem lhe é especialmente traumática e ele não consegue reter na memória todos os fatos de sua vida até então. De vez em quando ele tem flashes das coisas que viveu. Não são previsões, mas lembranças. Coisas que J?Å aconteceram. A vida de Des segue o curso que deveria seguir: ele se separa de Penny, entra pro Exercito, cai em desgraça, conhece Libby que lhe empresta o barco, naufraga na Ilha, aperta o botão por 3 anos, tenta fugir, retorna, destrói o hatch (e aí possivelmente tem várias das memórias perdidas recuperadas) e…

(3) …lembra que Charlie vai se afogar! O que ele faz? Salva-o. ?ìtimo. Todos viveriam felizes para sempre, mas acontece que um raio cai na cabeça de Charlie e ele morre.

(4) LEIA (2) e SIGA PARA O (5)

(5) …lembra que Charlie vai se afogar! O que ele faz? Salva-o. Lembra que Charlie vai ser eletrocutado! O que ele faz? Salva-o. Todos viveriam felizes para sempre, mas acontece que Charlie tenta capturar a gaivota, cai no mar, é jogado contra o rochedo e morre.

(6) LEIA (2) e SIGA PARA O (7)

(7) …lembra que Charlie vai se afogar! O que ele faz? Salva-o. Lembra que Charlie vai ser eletrocutado! O que ele faz? Salva-o. Lembra que Charlie vai morrer contra o rochedo! O que ele faz? Salva-o. Todos viveriam felizes para sempre, mas acontece Charlie pisa na armadiha da Francesa, leva uma flecha no pescoço e morre.

(8) LEIA (2) e SIGA PARA O (9)

(9) …lembra que Charlie vai se afogar! O que ele faz? Salva-o. Lembra que Charlie vai ser eletrocutado! O que ele faz? Salva-o. Lembra que Charlie vai morrer contra o rochedo! O que ele faz? Salva-o. Lembra que Charlie vai morrer com uma flecha no pescoço. O que ele faz? Salva-o. Todos viveriam felizes para sempre, mas acontece Charlie vai tentar desativar a estação Looking Glass e morre afogado.

Vem o helicóptero de resgate. Claire, Aaron, Jack e Kate (pelo menos, mas pode ter mais gente) são resgatados e a vida prossegue desse ponto.

(10) LEIA (2) e SIGA PARA O (11)

(11) …lembra que Charlie vai se afogar! O que ele faz? Salva-o. Lembra que Charlie vai ser eletrocutado! O que ele faz? Salva-o. Lembra que Charlie vai morrer contra o rochedo! O que ele faz? Salva-o. Lembra que Charlie vai morrer com uma flecha no pescoço. O que ele faz? Salva-o.

Desmond, sabe que Charlie vai se afogar tentando desativar a estação Looking Glass. Ele explica pra ele a situação informando que isso resultará na salvação de Claire e Aaron que ele vê entrando no helicóptero. Charlie aceita seu destino tenta desativar a estação Looking Glass e morre afogado.

(12) Os pontos (2) e (11) ficam se repetindo. Eternamente.

Essa teoria tem dois pontos muito fortes
A) Acomoda a idéia de viagem no tempo, que é o que MUITA gente quer que seja o que aconteceu.
B) Explica as visões de Desmond de uma maneira simples. São lembranças e não profecias.

Eu, particularmente, prefiro a minha outra teoria, a Teoria do Interruptor. Ambas explicam tudo que aconteceu com Desmond. Na primeira, não há viagem no tempo, na segunda, há. Na primeira Desmond tem visões, capacidade pré-cognitiva. Na segunda ele tem lembranças de coisas que acontecerão no futuro. Na primeira, a causalidade e o determinismo são respeitados. Na segunda, o livre-arbítrio é lei.

Se a “solução” é viagem no tempo necessariamente, eu acredito, tem que haver bem mais que UMA viagem no tempo.

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*Exceto o Mikhail, que é uma pista interessante sobre o mesmo tema.

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Desmond não viajou no tempo (A teoria do Interruptor)

Atenção Atenção: Não deixe de escutar nosso Boletim sobre esse episódio.

Muitas pessoas parecem pensar que a cena mostrada em The Greatest Hits, onde Charlie toca em frente à estação Convent Garden em Londres, é a mesma em que Desmond deveria aparecer. Uma análise das fotos mostra que não é esse o caso. Olhe a figura ao lado . Apesar da música que toca na cena ser a mesma, note que Charlie está usando outra camisa e o local é totalmente diferente. Mais uma brincadeira da produção de LOST com a gente.

Comentei a Teoria do Interruptor em um dos nossos podcasts, mas resolvi escrever sobre ela pois cada vez tenho mais certeza que tenho razão. Vamos lá.

A quase totalidade de fãs de LOST acredita que Desmond viajou no tempo depois que virou a chave na estação Cisne e mandou tudo pelos ares. Bem, eu acho que não foi exatamente isso que aconteceu. Nesse post eu vou tentar explicar minha Teoria do Interruptor e por que ela tem esse nome. Observe que minha teoria não exclui outras anomalias temporais que, tenho certeza, acontecem na Ilha. Os autores de LOST já deram inúmeras pistas que o Tempo é personagem importante na série e é parte fundamental dos mistérios da Ilha. Tivemos muitos exemplos disso: Richard Alpert que não envelhece, O anagrama da Mitelos (Lost Time) e a frase dita ao contrário na sala 23 durante a suposta lavagem cerebral efetuada em Karl (”Somente tolos são escravizados pelo espaço e o tempo”) só pra citar alguns.

Apesar disso, acho que a estória de Desmond não tem nada a ver com a coisa toda, mas com previsão do futuro somente. Então, deixa eu explicar.

Desmond, em um período da sua vida, depois de começar a namorar Penny, decide que eles devem morar juntos. Enquanto está pintando o seu pequeno apartamento, Des cai do alto da escada e bate a cabeça no chão. Podemos ver, pela cena, que claramente é isso que acontece pois Penny vem em seu socorro e tenta aliviar a dor na parte anterior de sua cabeça com gelo. Essa pancada na cabeça ativa uma percepção em Desmond, desperta a habilidade de ver o futuro. A idéia não é exatamente nova ou extraordinária. Se você leu ou ouviu falar de A Hora da Zona Morta, de Stephen King, vai lembrar que é exatamente isso que acontece com o protagonista. Desmond parece extremamente desnorteado, o que não é incomum a quem acabou de levar uma pancada forte no crânio. O futuro, passa como um “flash” diante dele. Ele vê tudo, mas, como quando se acorda de um sonho, a parte consciente do seu cérebro não detém todas as imagens e sons, mas a medida que as coisas vão acontecendo as lembranças vão ficando mais claras. Durante os próximos momentos, a sensação de é total deja-vu. O som do microondas, o nómero 108, e as outras coisas parecem familiares, não por que já aconteceram, mas por que ele teve a visão de que isso acontecerá!

Desmond passa parte desse episódio tentando entender o que está acontecendo e até procura um amigo, professor de física na Universidade, que indaga a respeito de viagens no tempo pois acha que é isso que aconteceu com ele. O encontro com Charlie o faz acreditar ainda mais nisso pois ele acha que o conhece. só que na verdade não conhece. Não ainda! Ele conhecerá no futuro, quando Charlie cair naquela Ilha. Des só teve a visão de que isso aconteceria.

E então aparece a Mrs. Hawkings. Quem é ela? Ora, é muito simples. Ela não é uma viajante do tempo. É somente outra pessoa que já viu o futuro também. Ela sabe que Desmond cairá na Ilha e que o papel dele é importante. Sabe que o homem de sapato vermelho morrerá, sabe que Des nao pode casar com Penny e mais importante de tudo, sabe que o Universo corrige o curso, ou seja, que não adianta querer mudar o futuro, ele irá acontecer independentemente de sua vontade, de um jeito ou de outro. Por que Mrs. Hawkings tamém apresenta capacidades cognitivas? Ela pode ser uma vidente, assim como Richard Malkim o vidente que Claire visita quando estava grávida.

E então acontece algo muito interessante. Des tenta impedir que o Barman receba uma paulada na cabeça. Em vez disso, ele, Desmond, Continue reading ‘Desmond não viajou no tempo (A teoria do Interruptor)’

Último episódio da terceira temporada

O último episódio da 3a temporada de Lost já tem nome: Through the Looking Glass (Através do Espelho) que originalmente é o título de um livro de Lewis Carrol, o mesmo autor de Alice no País das Maravilhas.

Ambos os livros já serviram de referências para inúmeras outras obras como livros, trabalhos científicos e filmes. Quem não lembra da estória do coelho branco em Matrix? LOST também já fez referência a Alice no País das Maravilhas (Alice in The Wonderlands) quando batizou o capítulo 1×05 de White Rabbit (Coelho Branco). Nesse episódio, Jack persegue o pai pela mata, assim como Alice fez com o Coelho que estava atrasado e passou por ela correndo.

Enquanto em Alice in the Wonderlands as cartas de baralho criam o pano de fundo da trama, em Through the Looking Glass a estória é baseada em um tabuleiro de xadrez. Lembrou-me uma entrevista dos produtores de LOST sobre a 3a temporada onde eles afirmavam que enquanto muitos achavam que eles estavam perdendo a partida por causa dos seis primeiros lances (uma referência aos seis primeiros episódios da temporada) eles estavam preparando um xeque-mate inescapável. Jogos, branco, preto, bom, mau…

Através do Espelho deve reservar umas boas surpresas. Aposto que a realidade que conhecemos, a Ilha, seus habitantes e os nossos heróis não estão de acordo com a realidade que eu e os leitores desse blog entendem como concreta. Eu, e possivelmente você, estamos em uma dimensão temporal e espacial diferente daquela em que a Ilha se encontra e apesar de eu não achar que os autores darão a resposta sobre a natureza da Ilha, eles deixarão bem claro que é esse o caso. Do outro do espelho existe uma realidade diferente, as coisas, em última análise refletem a verdade invertidamente.

E aí? O que vocês acham?

PS: O livro (no original) pode ser baixado gratuitamente aqui, aqui ou aqui. Tenho certeza que a biblioteca pública da sua cidade tem a obra traduzida. Vai lá.

PPS: Minhas cenas preferidas de Alice no País das Maravilhas são:

1. Alice diz pro gato (que está completamente invisóvel, exceto pela boca): “Já vi muito gato sem sorriso, mas sorriso sem gato é a primeira vez.”. Tema: Causalidade temporal.

2. Conversa de Alice com Gato:

Alice - “Eu não gosto de gente Louca”

Gato- “Mas aqui todos são loucos. Eu sou louca, você é louca…”

Alice - “Como você sabe que eu sou louca?”

Gato- “Deve ser. Ou você não estaria aqui.”

Tema: Destino.

O pai do Locke é o Sawyer original?

James Ford, como sabemos, toma o nome Sawyer do homem que arruinou sua família. Um con(fidence) man. Muitos suspeitam que esse espertalhão é Anthony Cooper, o pai do Locke. Pra colocar alguma luz sobre a questão veja o que dá pra fazer rearranjando as letras dos nomes usados pelo pai de Locke.

Anthony Cooper, Adam Seward = Sawyer, the con man, a poor dad. (Sawyer, o con man, um péssimo pai)

E aí? Será que Sawyer e Anthony Cooper são a mesma pessoa. Se isso for verdade, vai ser interessante ver a reação do James ‘Sawyer’ Ford…

Traduçao para Português do diálogo em Russo entre Bea Klugh e Mikhail Bakunin

Aí está a tradução para Português do diálogo em Russo entre Beal Klugh e Klugh e Mikhail Bakunin. A cena é muito tensa e deixa todo mundo curioso para saber porque Bea acredita ser melhor morrer a entregar os segredos que guarda. Que segredos tão grandes ser!ao esses?

Klugh: Mikhail. Mikhail! Você sabe o que fazer!
Mikhail: Ainda existe outra saída.
Klugh: Não podemos arriscar. Você conhece as condições.
Mikhail: Existe outra maneira.
Klugh: Eles nos capturaram. Nós não daremos (ou deixaremos ou trairemos) [o que se segue é inaudível]
Klugh: Você sabe o que fazer. É uma ordem!
Mikhail: Ainda existe outra saída!
Klugh (Em Inglês): Faça logo, Mikhail.
Mikhail: Perdoe-me. (Tiros)

Henry Gale fala!

Do preview da 3a. Temporada fala meu personagem preferido:

“Without warning, they felt from the sky
They stood together
They faught together
Endured together
They are free from their World
Free from their past
They’ll finally have a chance to discover who they really are
And what could be more terrifying than that?”

“Sem nenhum aviso, eles caíram do céu.
Eles se mantiveram juntos.
Eles lutaram juntos.
Aguentaram juntos.
Eles estão livres do mundo que conheciam.
Livres do passado.
Eles finalmente terão uma chance de descobrir quem realmente são.
E o que pode ser mais aterrorizante que isso?”

o (falso) Henry diz que eles caíram “sem aviso”. Isso traz um pouco de luz sobre a controvérsia quanto ao motivo da queda do avião. Posso estar enganado, claro, eu não escrevo os roteiros, mas acho cada vez mais improvável que o avião tenha sido forçado a cair. Parece mesmo que tudo não passou de um infeliz acidente provocado pela falta de diligência do Desmond em apertar o botão.

No entanto… No entanto, realidade é algo que tem significado muito nebuloso em LOST. Para o Jack, por exemplo, as coisas acontecem por acidente ou por uma determinação humana. Não há nem meio termo nem outra hipóteses possóvel. Não há predeterminação nem nada místico. Já para Locke existe uma coisa chamada destino e nada acontece por acaso. Jonh Locke acredita que existe um mecanismo universal que conecta todas as peças (pessoas, lugares, desejos, sonhos) e onde cada parte desse mecanismo é importante por menor que seja.

No próximo podcast Nós vamos falar um pouco mais sobre as outras partes deste texto do (F)Henry, analisando as frases e explicando como elas dão pistas sobre a série.

Fique ligado, stay LOST e Namaste.